domingo, 22 de abril de 2007

Outside world



Para toda ação tomada pelo Homem ele pode esperar uma reação. Se praticou o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado.
O pior é não saber o que nos espera, não sabermos se fizemos o bem, se fizemos o mal, mas sabemos que causou muitos danos. E agora não há nada a fazer a não ser esperar. É talvez como estar do lado de dentro de um vidro, parece que estamos fora, tudo se passa a nossa volta, mas no fim, existe sempre uma barreira que nos impede de viver com aqueles que mais gostamos. Fomos nós que criámos este vidro, ao vivermos, em vez de o destruir vamos construindo, vamos mudando. Eu não quero mudar, quanto mais não quero perdoar certas coisas que jazem a muito enterradas...não quero acordar fantasmas há muito adormecidos. E o pior é que esses fantasmas atravessam o vidro. O vidro que construí para mante-los afastados. E quando eu estou em baixo, eles percebem e encontram-me, parece que me procuram para me ferir... mas eu não quero perdoar aquilo que a muito está enterrado... não quero bolas...se as coisas recentes custam a desaparecer quanto mais levantar poeira assente... Já não sei se quero ficar dentro do vidro que me protege, ou viver com quem me pode magoar...

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